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Publicado em 01/09/2011
Matéria: Gabriela Perecin
Jornalista Responsável: Vinicius Araujo (DRT 6918/PR)
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| Mestre Katum: confiança no desenvolvimento da Maricultura em Pontal do Paraná (Foto: André Edward) |
Os pescadores do balneário de Shangrilá, em Pontal do Paraná, assim como a equipe da Associação MarBrasil, estiveram na última quarta-feira, dia 31, no Instituto Federal do Paraná (IFPR) para a montagem de longlines, estruturas necessárias para sustentação dos cultivos de mexilhões em mar aberto.
A atividade faz parte do projeto “Maricultura em Mar Aberto”, iniciativa da Associação MarBrasil, que tem o objetivo de consolidar o cultivo de mariscos como uma alternativa de geração de renda sustentável no litoral do Paraná. Para isso, o projeto conta com o patrocínio do SEBRAE, parceria com o IFPR, CEM (Centro de Estudos do Mar), UFPR (Universidade Federal do Paraná) e UNIVALI (Universidade do Vale do Itajaí).
Em janeiro deste ano, integrantes do projeto levaram os pescadores de Pontal do Paraná para conhecer as instalações aquícolas da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), e a Cooperativa de Maricultores em Penha, Santa Catarina. No local, os pescadores acompanharam todo o processo da cadeia produtiva do mexilhão, desde a produção das sementes até a embalagem para comercialização.
Segundo Anderson Cumin, Técnico em Biodiversidade da Associação MarBrasil e vice- coordenador do projeto, a instalação das longlines no mar está prevista para o o mês de outubro. “Já temos a previsão para instalar as longlines. Já as pencas serão colocadas assim que adquirirmos o material dos produtores de Penha. É importante fazermos a instalação nas próximas semanas devido à estação da Primavera, que é uma época boa para a engorda dos mariscos”, completa.
O pescador do balneário de Shangrilá, Jacir da Veiga, popularmente conhecido por “Mestre Katum” participou de outras etapas do Projeto da MarBrasil, e relata sua expectativa para a nova comercialização. “Nós estamos de acordo, porque vai trazer para o nosso litoral a cultura dos mariscos. A gente viu lá em Penha que os pescadores estão mudando. O mar agora está com pouco peixe e pretendemos fazer outras coisas para o benefício do pescador como o cultivo de mariscos, porque a gente vive disso”, finaliza.
