{"id":1281,"date":"2025-04-30T15:08:51","date_gmt":"2025-04-30T18:08:51","guid":{"rendered":"https:\/\/rebimar.ejulianoti.com.br\/?p=1281"},"modified":"2025-09-03T15:33:21","modified_gmt":"2025-09-03T18:33:21","slug":"uma-doenca-viral-agravada-pela-poluicao-tem-sido-grave-ameaca-para-as-tartarugas-marinhas-que-frequentam-a-costa-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/uma-doenca-viral-agravada-pela-poluicao-tem-sido-grave-ameaca-para-as-tartarugas-marinhas-que-frequentam-a-costa-brasileira\/","title":{"rendered":"Uma doen\u00e7a viral, agravada pela polui\u00e7\u00e3o, tem sido grave amea\u00e7a para as tartarugas marinhas que frequentam a costa brasileira"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-center\" style=\"text-align: center;\"><em><em><em>Pesquisadores do Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (REBIMAR) monitoram tartarugas-verdes no litoral paranaense para entender como a degrada\u00e7\u00e3o do ambiente afeta a esp\u00e9cie e a sua sa\u00fade<\/em><\/em><\/em><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-1678 aligncenter\" src=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tartaruga-verde-com-doenca-viral-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tartaruga-verde-com-doenca-viral-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tartaruga-verde-com-doenca-viral-300x225.jpg 300w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tartaruga-verde-com-doenca-viral-768x576.jpg 768w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tartaruga-verde-com-doenca-viral.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como est\u00e1 a sa\u00fade das tartarugas marinhas e qual o impacto das atividades humanas nas esp\u00e9cies que ocorrem no Paran\u00e1? Pesquisadores do Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (<a href=\"http:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/\">REBIMAR<\/a>), da Associa\u00e7\u00e3o MarBrasil, trabalham por respostas. Para isso, desenvolvem desde 2014 um projeto de monitoramento das tartarugas-verdes (Chelonia mydas), na regi\u00e3o do Complexo Estuarino de Paranagu\u00e1, pr\u00f3ximo a uma importante \u00e1rea portu\u00e1ria e a ocupa\u00e7\u00f5es urbanas. As primeiras an\u00e1lises j\u00e1 indicam que altera\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas no habitat afetam a condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade dos animais e causam agravamento de doen\u00e7as emergentes.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o de captura, marca\u00e7\u00e3o e soltura das tartarugas ocorre, principalmente, na Ilha das Cobras e Ilha do Mel, sendo a primeira com alta concentra\u00e7\u00e3o desses animais. A equipe \u201ccai na \u00e1gua\u201d para fazer o cerco das tartarugas, que pode ser tanto no modo \u201cespera\u201d, em \u00e1reas onde esses animais se aproximam para se alimentar, quanto em modo de \u201carrasto\u201d, captura ativa realizada pr\u00f3xima ao cost\u00e3o rochoso. Toda a a\u00e7\u00e3o de captura \u00e9 muito cuidadosa e os animais s\u00e3o contidos pelo menor tempo poss\u00edvel para coleta de amostras e marca\u00e7\u00e3o, sendo soltos no mesmo local.<\/p>\n<p>As tartarugas-verdes que costumam chegar ao litoral paranaense, em geral, s\u00e3o juvenis, entre dois e dezesseis anos de idade. A quantidade de animais capturados e avaliados varia bastante entre as campanhas de pesquisa. A \u00e1gua turva da regi\u00e3o estuarina \u00e9 um ponto positivo para as capturas, mas em per\u00edodos de estiagem, como os vivenciados agora, os animais t\u00eam mais facilidade de fuga, pois enxergam a rede e os movimentos dos pesquisadores. Cada campanha de captura traz um desafio diferente e a equipe busca alternativas para aprimorar o projeto continuamente.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a captura, a equipe do REBIMAR realiza a an\u00e1lise do indiv\u00edduo na pr\u00f3pria embarca\u00e7\u00e3o, chamada de \u201cambulat\u00f3rio\u201d. S\u00e3o avaliados par\u00e2metros como peso, tamanho, condi\u00e7\u00e3o corp\u00f3rea, e a presen\u00e7a de tumores, os quais s\u00e3o consequ\u00eancia da doen\u00e7a emergente acompanhada pelos pesquisadores. Al\u00e9m disso, s\u00e3o coletadas amostras para an\u00e1lises gen\u00e9ticas, hematol\u00f3gicas e bioqu\u00edmicas.<\/p>\n<p>Entre as doen\u00e7as mais preocupantes nos animais observados est\u00e1 a Fibropapilomatose que forma m\u00faltiplos tumores de pele e pode tamb\u00e9m afetar \u00f3rg\u00e3os internos e a reprodu\u00e7\u00e3o. \u201cApesar da transmiss\u00e3o ser viral, existem ind\u00edcios de que a forma\u00e7\u00e3o dos tumores se manifesta nos animais que vivem em \u00e1reas polu\u00eddas, expostas a v\u00e1rias atividades humanas que causam impactos, tais como navega\u00e7\u00e3o, porto e urbaniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o planejada\u201d, alerta Tawane Nunes, ocean\u00f3grafa e pesquisadora do REBIMAR.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a afeta as tartarugas marinhas globalmente e tem uma rela\u00e7\u00e3o j\u00e1 comprovada cientificamente com altera\u00e7\u00f5es da qualidade ambiental, como o grau de polui\u00e7\u00e3o local. Um ambiente de baixa qualidade influencia para que a doen\u00e7a seja mais frequente e severa entre as tartarugas.<\/p>\n<p>Os exames realizados trazem ainda informa\u00e7\u00f5es sobre como o organismo desses seres marinhos est\u00e1 reagindo diante de tantos fatores de estresse. \u201cTemos observado n\u00edveis de leuc\u00f3citos \u2013 c\u00e9lulas de defesa \u2013 muito altos, o que indica que est\u00e3o combatendo pat\u00f3genos, ou seja, organismos que est\u00e3o no ecossistema e podem causar doen\u00e7as\u201d, acrescenta Camila Domit, coordenadora do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (LEC-UFPR), grupo co-executor das a\u00e7\u00f5es com tartarugas marinhas no programa REBIMAR.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de tartarugas-verde \u00e9 importante para a coleta de dados sobre a biologia desta esp\u00e9cie vulner\u00e1vel quanto ao risco de extin\u00e7\u00e3o. As a\u00e7\u00f5es em campo ajudam a estimar a quantidade de animais e sua movimenta\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, identificar \u00e1reas priorit\u00e1rias para conserva\u00e7\u00e3o, monitorar a condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade dos indiv\u00edduos, e compreender como as altera\u00e7\u00f5es humanas amea\u00e7am a esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><strong>Rastreamento \u2013<\/strong> Para monitorar as tartarugas marinhas, ao longo das etapas do Programa REBIMAR foram utilizadas duas estrat\u00e9gias distintas. A primeira \u00e9 o uso de anilhas met\u00e1licas, que permite que o animal tenha uma identifica\u00e7\u00e3o e seja acompanhado por um longo per\u00edodo por meio da recaptura. Esta t\u00e9cnica \u00e9 de menor custo e pode ser utilizada para um n\u00famero maior de animais analisados. A outra \u00e9 o uso de dispositivos de rastreamento por sat\u00e9lite, a qual permite o acompanhamento dos indiv\u00edduos em tempo real; por\u00e9m essa tecnologia tem um custo alto e um tempo de dura\u00e7\u00e3o limitado, o que restringe seu uso a poucos animais.<\/p>\n<p>\u201cPensando na relev\u00e2ncia do acompanhamento dos animais em tempo real, mas\u00a0 tamb\u00e9m nos altos custos e na import\u00e2ncia do rastreamento das tartarugas, a quarta fase do REBIMAR vai dedicar esfor\u00e7os para desenvolver sistemas de r\u00e1dio transmissores e outros rastreadores de maior viabilidade de replica\u00e7\u00e3o. Pretendemos testar essas alternativas e ter um maior n\u00famero de animais rastreados com um menor custo\u201d, revela Camila Domit.<\/p>\n<p>A pesquisadora explica que ainda h\u00e1 pela frente um espectro grande de an\u00e1lises a serem feitas. No entanto, o estudo cont\u00ednuo pode contribuir para novas estrat\u00e9gias para mitigar impactos atuais e melhorar o estado de conserva\u00e7\u00e3o dos ambientes costeiros pr\u00f3ximos a regi\u00f5es portu\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>Fa\u00e7a parte!<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode contribuir nas pesquisas fotografando animais marinhos e tamb\u00e9m o lixo nas praias. Baixe gratuitamente o aplicativo <a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/apps\/details?id=app.lanconi.rebimar&amp;hl=en_US&amp;gl=US\">SIG REBIMAR<\/a> e ajude nas atividades de monitoramento de fauna, educa\u00e7\u00e3o ambiental e presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>\u201cO impacto do pl\u00e1stico j\u00e1 \u00e9 bastante conhecido, mas agora surge essa preocupa\u00e7\u00e3o com o micro-pl\u00e1stico. Estamos reestruturando nosso aplicativo para celulares com o objetivo de permitir que os usu\u00e1rios registrem a ocorr\u00eancia desses itens, e enviem as imagens para an\u00e1lise\u201d, conta o coordenador do REBIMAR, Andr\u00e9 Cattani.<\/p>\n<p>O Programa <a href=\"http:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/\">REBIMAR<\/a>\u00a0 \u00e9 um conjunto de a\u00e7\u00f5es socioambientais voltadas para a conserva\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o litor\u00e2nea do litoral do Paran\u00e1 e tamb\u00e9m do litoral sul de S\u00e3o Paulo. A iniciativa faz parte da Associa\u00e7\u00e3o MarBrasil, tem patroc\u00ednio da Petrobras e do Governo Federal, e conta com apoio cient\u00edfico do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paran\u00e1 e do Instituto Federal do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Saiba mais:<\/p>\n<p>www.marbrasil.org\/rebimar<\/p>\n<p>@AssociacaoMarBrasil<\/p>\n<p>@ProgramaRebimar<\/p>\n<p>@Petrobras<\/p>\n<p>Contato assessoria de imprensa: 41 99974-5998<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (REBIMAR) monitoram tartarugas-verdes no litoral paranaense para entender como a degrada\u00e7\u00e3o do ambiente afeta a esp\u00e9cie e a sua sa\u00fade &nbsp; Como est\u00e1 a sa\u00fade das tartarugas marinhas e qual o impacto das atividades humanas nas esp\u00e9cies que ocorrem no Paran\u00e1? 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