{"id":894,"date":"2024-12-20T13:42:06","date_gmt":"2024-12-20T16:42:06","guid":{"rendered":"https:\/\/rebimar.ejulianoti.com.br\/?p=894"},"modified":"2025-01-29T19:22:08","modified_gmt":"2025-01-29T22:22:08","slug":"fauna-incrustrante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/fauna-incrustrante\/","title":{"rendered":"Fauna Incrustrante"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Seres aqu\u00e1ticos que viajam o mundo levados por correntes e cascos de navios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Apenas 15% das esp\u00e9cies da fauna incrustante do litoral s\u00e3o confirmadamente nativas<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfo7QGH0fj2PqgltzgzlkhdtNPb26G2m8jk9H1Kup2PSTYxkko51VK1pmVDzQZpIj1-ix9XApy9CyPOflb6ypUxGi9Ax2YAjKmwVbNNYnlxLKpXMQxb-FsaJL85qM2rH7aPpvqwqwrUPnwF1rIY-1g?key=uQY6hJ-VktAPx2WXvcpa-qFA\" alt=\"projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa Guaratuba\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Foto: Robin Loose.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Quando estamos na praia e observamos os cost\u00f5es rochosos, percebemos que n\u00e3o s\u00e3o apenas pedras. Milhares de organismos est\u00e3o fixados nesses substratos, embrenhados nos espa\u00e7os, percorrendo as frestas desse habitat. Alguns s\u00e3o duros e im\u00f3veis, outros parecem pequenas plantas que dan\u00e7am com o movimento da \u00e1gua e do vento. H\u00e1 ainda ouri\u00e7os adormecidos e pequenos seres caminhando rapidamente nas brechas que parecem ruas de uma cidade. A rocha est\u00e1 viva!<\/p>\n\n\n\n<p>Esses organismos s\u00e3o chamados pelos pesquisadores de fauna incrustante ou bentos de fundos consolidados. O bi\u00f3logo Rafael Metri, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o MarBrasil e p\u00f3s-doutor em Din\u00e2mica dos Oceanos e da Terra, estuda essas comunidades marinhas h\u00e1 v\u00e1rios anos. Ele coordena a pesquisa nesta \u00e1rea dentro do Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar), iniciativa patrocinada pela Petrobras e pelo Governo Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe de pesquisadores trabalha para desvendar a origem desses seres, identificando quais esp\u00e9cies s\u00e3o nativas e quais foram introduzidas. \u201cTemos visto que uma taxa de 20% a 25% de todas as esp\u00e9cies identificadas veio de fora, foram introduzidas. As esp\u00e9cies confirmadamente nativas dos nossos cost\u00f5es giram em torno de 15%\u201d, explica Metri.<\/p>\n\n\n\n<p>Como existe uma enormidade de organismos, a identifica\u00e7\u00e3o de todos \u00e9 muito complexa e exigiria uma gama extensa de especialistas trabalhando em conjunto. \u201cA maioria das esp\u00e9cies acaba classificada em uma categoria batizada de criptog\u00eanica, na qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel confirmar se \u00e9 nativa ou veio de fora pelos navios. Muitas vezes s\u00e3o esp\u00e9cies que j\u00e1 est\u00e3o espalhadas no mundo todo e fica muito dif\u00edcil descobrir a origem exata por falta de estudos anteriores\u201d, acrescenta Metri.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXc6Ef_21PsFGSX7gif5kZs53djWgY8g1WU2XHekf-OR5JX6Hovi1M3EusnV-M7umkZ9Cre1J8ZpS0jTnmQ74CX-nqwZD3yUJx0o43kuecGNw4ZGDRrxXFYdTJt79CL8239HSaESezdSaC4GvMCbnw?key=uQY6hJ-VktAPx2WXvcpa-qFA\" alt=\"projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa Guaratuba\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>O pesquisador Rafael Metri coordena as pesquisas com a fauna incrustante dentro do Rebimar. Foto: Gabriel Marchi.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Monitoramento e Pesquisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Rafael Metri tamb\u00e9m analisa os dados com placas instaladas pelo Terminal de Cont\u00eaineres de Paranagu\u00e1 (TCP) dentro do monitoramento ambiental do porto para controle de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e invasoras. A pesquisa \u00e9 feita em forma de consultoria desde 2018. \u201cDe tr\u00eas em tr\u00eas meses, as placas pl\u00e1sticas s\u00e3o recolhidas do fundo do mar. Nesse intervalo, por vezes n\u00e3o enxergamos mais o fundo, de tantos organismos aderidos. A coloniza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito r\u00e1pida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Num primeiro momento, a ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas na superf\u00edcie, mas com o passar do tempo, eles come\u00e7am a crescer para cima e cabem outros organismos, como camar\u00f5ezinhos, vermes, anf\u00edpodes que ficam passeando e ocupando esses espa\u00e7os, e tudo isso vira comida de peixe depois\u201d, complementa o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"639\" height=\"511\" src=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-42.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-982\" srcset=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-42.jpg 639w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-42-300x240.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 639px) 100vw, 639px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma equipe de pesquisadores-mergulhadores acompanha a evolu\u00e7\u00e3o da fauna incrustante na regi\u00e3o do Parque Nacional Marinho dos Currais e nos recifes artificiais marinhos, que incluem estruturas de concreto e duas balsas naufragadas no litoral paranaense. Tamb\u00e9m \u00e9 feito um censo dos peixes que frequentam esses ambientes, com a identifica\u00e7\u00e3o, at\u00e9 o momento, de cerca de 90 esp\u00e9cies diferentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao comparar os ambientes, o pesquisador confirma que recifes artificiais est\u00e3o cumprindo o papel de simular um habitat natural e agregar biodiversidade. \u201cNum primeiro momento, os recifes artificiais atraem esp\u00e9cies diferentes, as primeiras que chegam e v\u00e3o dominando o espa\u00e7o. Mas, ao longo do tempo, vai ocorrendo a substitui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e eles ficam bem parecidos com os ambientes naturais. N\u00e3o \u00e9 exatamente igual, porque a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e heterogeneidade do substrato \u00e9 diferente, mas \u00e9 similar. Isso acaba atraindo e mantendo as comunidades de peixes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"601\" height=\"526\" src=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-43.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-983\" srcset=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-43.jpg 601w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-43-300x263.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 601px) 100vw, 601px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Exemplos das amostras fotogr\u00e1ficas do Rebimar, para monitoramento da fauna incrustante nos recifes rochosos e recifes artificiais do projeto. Foto: Rafael Metri.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e recentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 outras invas\u00f5es muito recentes e preocupantes, como o mexilh\u00e3o-verde (<em>Perna viridis<\/em>) que tem se multiplicado com uma velocidade impressionante e j\u00e1 est\u00e1 predominando em v\u00e1rios locais. \u201cA primeira vez que vimos no estado foi em 2022. Agora, em qualquer rocha ou cost\u00e3o que observamos ele est\u00e1 l\u00e1, aos montes. \u00c9 uma esp\u00e9cie que j\u00e1 d\u00e1 para ser considerada invasora porque j\u00e1 est\u00e1 bem estabelecida na \u00e1rea e se reproduzindo rapidamente\u201d, alerta Rafael Metri.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador, a esp\u00e9cie causa mudan\u00e7as ecol\u00f3gicas, n\u00e3o necessariamente preju\u00edzos diretos para o ser humano. Mas j\u00e1 est\u00e1 ocupando o espa\u00e7o de outras esp\u00e9cies e pode haver um problema nos cultivos comerciais de mexilh\u00e3o-marrom com a disputa de espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>LEGENDA FOTO: Mexilh\u00e3o-verde com pequenas cracas ex\u00f3ticas coladas a ele. Foto: Rafael Metri.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma ostra ex\u00f3tica que chegou em 2017 a <em>Saccostrea cucullata<\/em>, conhecida popularmente como ostra-de-capuz, natural do Oceano Pac\u00edfico. A esp\u00e9cie tem a borda da concha toda ondulada, como uma tampa de garrafa. \u201cEla gostou muito daqui e se multiplica com velocidade, tem alguns cost\u00f5es que s\u00f3 d\u00e1 ela. A carne \u00e9 amarelada e o sabor \u00e9 mais amargo. Caso seja colhida por engano pode causar algum constrangimento em restaurantes por parecer que est\u00e1 estragada\u201d, antecipa o pesquisador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esp\u00e9cies ex\u00f3ticas est\u00e3o acostumadas a colonizar materiais como madeira, concreto, pilar de ponte, trapiches e cascos de barcos, exigindo manuten\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica. H\u00e1 ainda algumas cracas que grudam nos cascos das tartarugas e passeiam pelo mundo todo, n\u00e3o sendo poss\u00edvel identificar de onde surgiram.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-44-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-984\" srcset=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-44-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-44-300x200.jpg 300w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-44-768x512.jpg 768w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-44.jpg 1300w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Saccostrea cucullata ao centro, como bordas parecendo uma tampa de garrafa. Foto: Rafael Metri.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carbono Azul e a import\u00e2ncia da fauna incrustante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As esp\u00e9cies incrustantes est\u00e3o o tempo todo disputando um espa\u00e7o. Em geral, esses organismos n\u00e3o podem sair atr\u00e1s de alimento e ficam filtrando a \u00e1gua que passa por eles. Alimentam-se de bact\u00e9rias, do fitopl\u00e2ncton e do zoopl\u00e2ncton que tem ao redor, e servem de alimento para caramujos, estrelas-do-mar e peixes.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim das contas, n\u00f3s humanos tamb\u00e9m usufru\u00edmos dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos produzidos nessas rochas. \u201cPorque o fitopl\u00e2ncton captura carbono, a fauna incrustante se alimenta dele e ela serve de alimento para outros organismos, fazendo a ciclagem dos nutrientes. Depois, ainda serve de alimento para os peixes que abastecem nosso prato. Corais, cracas e esponjas tamb\u00e9m retiram carbono atmosf\u00e9rico absorvido pela \u00e1gua para construir o pr\u00f3prio corpo, no processo que chamamos de Carbono Azul\u201d, detalha Metri.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-45-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-985\" srcset=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-45-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-45-300x225.jpg 300w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-45-768x576.jpg 768w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-45.jpg 1298w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Recife Rochoso colonizado por diferentes organismos. Foto: Robin Loose.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esp\u00e9cies incrustantes curiosas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A asc\u00eddia Maria-mijona (<em>Microcosmus exasperatus<\/em>) tem esse nome porque consegue reter um pouco de \u00e1gua durante a mar\u00e9 baixa at\u00e9 a mar\u00e9 encher novamente, e se algu\u00e9m pressionar um pouco, esguicha essa \u00e1gua. Ela foi batizada de <em>Microcosmus<\/em> porque um monte de outros organismos grudam nela, formando um sistema em torno, aumentando a biodiversidade local. Ela ocorre em \u00e1reas portu\u00e1rias ao redor do mundo e \u00e9 considerada ex\u00f3tica no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"524\" height=\"393\" src=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-46.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-986\" srcset=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-46.jpg 524w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-46-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 524px) 100vw, 524px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>LEGENDA FOTO:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Asc\u00eddia Microcosmus exasperatus, maria-mijona, ex\u00f3tica. Foto: Rafael Metri.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Rafael Metri participou junto com outros dois pesquisadores da descri\u00e7\u00e3o de outra esp\u00e9cie ex\u00f3tica descoberta em 2011, na Ilha da Cotinga, em Paranagu\u00e1. Ela foi batizada de asc\u00eddia <em>Sidneioides peregrinus<\/em>, porque parece que est\u00e1 dando uma passeada pelo mundo. \u201cQuando fomos buscar dados, encontramos parentes pr\u00f3ximas l\u00e1 no Jap\u00e3o e na Austr\u00e1lia. Provavelmente \u00e9 nativa do Oceano Pac\u00edfico, mas pesquisadores de l\u00e1 nunca a encontraram, foi descoberta aqui. Atualmente, j\u00e1 est\u00e1 bem espalhada, com registros em S\u00e3o Paulo e Santa Catarina\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-47-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-987\" srcset=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-47-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-47-300x225.jpg 300w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-47-768x576.jpg 768w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-47.jpg 1300w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Asc\u00eddia Sidneioides peregrinus, descrita pela primeira vez em 2011, na Ilha da Cotinga em Paranagu\u00e1, j\u00e1 como esp\u00e9cie ex\u00f3tica. Foto: Rafael Metri.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pr\u00f3ximo passo: estudos nos manguezais&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, a pesquisa com a fauna incrustante foi estendida para os manguezais, nas ra\u00edzes e nos caules a\u00e9reos. Essa biota \u00e9 pouco conhecida e grande parte da biodiversidade dos manguezais est\u00e1 grudada no tronco das \u00e1rvores. Tamb\u00e9m ser\u00e3o acompanhadas as esp\u00e9cies que ficam grudadas na camada de algas, hora submersas e hora expostas, dependendo da mar\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos sabem que quando a mar\u00e9 enche, os peixes invadem o manguezal para se alimentar. Mas o quanto eles comem \u00e9 dif\u00edcil de medir. Estamos come\u00e7ando um experimento no litoral do Paran\u00e1. Vamos monitorar \u00e1reas e comparar espa\u00e7os onde os peixes comem livremente com espa\u00e7os protegidos, onde eles n\u00e3o v\u00e3o poder comer, para tentar medir esse fornecimento de alimento\u201d, completa Metri.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 fazer a mensura\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o ecossist\u00eamico dos manguezais. Os dados trar\u00e3o novas m\u00e9tricas sobre a import\u00e2ncia desses ambientes para a manuten\u00e7\u00e3o do estoque pesqueiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-48-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-988\" srcset=\"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-48-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-48-300x200.jpg 300w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-48-768x512.jpg 768w, https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/projeto-rebimar-associacao-marbrasil-conservacao-educacao-ambiental-mergulho-cientifico-pesquisa-conservacao-e-uso-racional-do-ecossistema-marinho-costeiro-Apa-Guaratuba-48.jpg 1300w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Organismos incrustrados nos caules do manguezal passam a ser acompanhados pelo Rebimar. Foto: Gabriel Marchi.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seres aqu\u00e1ticos que viajam o mundo levados por correntes e cascos de navios Apenas 15% das esp\u00e9cies da fauna incrustante do litoral s\u00e3o confirmadamente nativas Foto: Robin Loose. Quando estamos na praia e observamos os cost\u00f5es rochosos, percebemos que n\u00e3o s\u00e3o apenas pedras. Milhares de organismos est\u00e3o fixados nesses substratos, embrenhados nos espa\u00e7os, percorrendo as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1236,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-894","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-release"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/894","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=894"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/894\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":989,"href":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/894\/revisions\/989"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1236"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marbrasil.org\/rebimar\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}