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“ProToninhas”: Novo projeto da Associação MarBrasil tem início neste mês

Matéria: Gabriela Perecin
Jornalista Responsável: Vinicius Araujo (DRT 6918/PR)
Foto: yaqu pacha (www.yaqupacha.org)
A Toninha é foco do novo projeto da Associação MarBrasil em parceria com o Laboratório de Ecologia e Conservação do CEM/UFPR (foto: yaqu pacha –www.yaqupacha.org)

O “ProToninhas” é o mais recente projeto da Associação MarBrasil voltado à conservação ambiental do litoral do Paraná. Realizado em parceria com o Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) do Centro de Estudos do Mar (CEM/ UFPR), o projeto acaba de receber a aprovação do patrocínio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. As atividades começam neste mês com enfoque no desenvolvimento de ações e pesquisas para a conservação da Toninha.

Pontoporia blainvillei, nome científico da Toninha, é nativa de regiões estuarinas e costeiras do Oceano Atlântico Sul Ocidental. Um dos menores cetáceos existentes, é cada vez mais rara devido ao declínio populacional da espécie nos últimos anos no Brasil. A escassez das toninhas deve-se, sobretudo, à mortalidade incidental por redes de pesca e poluição.

foto: Vinicius Araujo
Bióloga Camila Domit é a Coordenadora do ProToninhas (foto: Vinicius Araujo)

A Coordenadora do ProToninhas, Camila Domit, conta que a idéia em trabalhar com o cetáceo no Paraná ocorre desde 2002, quando começou a acompanhar a situação da espécie, participando de reuniões nacionais e internacionais sobre o assunto. “A Toninha hoje é um dos maiores focos de projetos de conservação, já que é o golfinho mais ameaçado da América do Sul, e está entre as espécies mais ameaçadas do mundo”, diz.

Com estimativa de um ano e meio de execução, o ProToninhas está dividido em três linhas de trabalho, seguindo um plano de ação nacional para a conservação do pequeno cetáceo desenvolvido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A primeira linha compreende a biologia e a ecologia com monitoramento das praias e épocas de possível surgimento da espécie. A segunda linha de trabalho é a etnobiologia, que será realizada por meio de entrevistas a pescadores artesanais e às comunidades envolvidas. Na terceira linha serão realizadas ações de Educação Ambiental com material didático em escolas situadas na Ilha das Peças e em Superagui, locais de maior ocorrência da Toninha.

Para Camila, o “ProToninhas” é apenas o pontapé inicial de todo um trabalho que será desenvolvido. “Seguindo as três linhas de execução do projeto, podemos atrair o olhar e o cuidado das pessoas para com a Toninha, já que uma espécie bem divulgada e conhecida tem mais condições de ser conservada”, acredita.

Um dos primeiros passos do ProToninhas é o desenvolvimento da logomarca do projeto, que também ganhará um espaço próprio no site da Associação MarBrasil. Desta forma os interessados poderão acompanhar o desenvolvimento e os resultados do ProToninhas.

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