União de esforços no litoral do Paraná!

Programa Rebimar e Meros do Brasil atuam em conjunto no monitoramento de fauna marinha

 

 

O Programa Rebimar, em parceria com o Projeto Meros do Brasil, realizou no mês de dezembro mais uma importante saída de campo dedicada ao monitoramento da biodiversidade marinha na Ilha da Figueira e no Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais, no litoral do Paraná. A operação integra duas frentes fundamentais de pesquisa:

 

  1. A manutenção dos receptores acústicos usados pelo Meros do Brasil para acompanhar a movimentação de grandes peixes e tartarugas marinhas;
  2. A instalação e operação de BRUVs (Baited Remote Underwater Video Systems) conduzida pela equipe do Rebimar e da Associação MarBrasil.

 

Desde 2014, o Projeto Meros do Brasil mantém uma rede de receptores acústicos instalados ao longo do litoral, permitindo acompanhar os deslocamentos de meros (Epinephelus itajara), tartarugas-verdes e outras espécies de grande porte.

 

No Parque Nacional das Ilhas dos Currais, dois desses receptores estão submersos há quase um ano, registrando sinais emitidos por transmissores instalados nos animais. Sempre que um animal marcado passa em um raio de aproximadamente 400 metros, o equipamento identifica sua presença e registra o deslocamento.

 

A atividade também integra a RETELIPA – Rede de Telemetria Acústica do Litoral do Paraná, uma iniciativa que conecta pesquisadores e instituições no monitoramento espacial e ecológico de animais marinhos ao longo da costa paranaense, contribuindo para o entendimento da conectividade, uso do habitat e movimentação de espécies-chave para a conservação marinha.

 

Atualmente, a rede é composta por 23 receptores fixos ao longo do litoral sul e sudeste, complementados por sensores móveis utilizados a bordo das embarcações durante as operações de campo. “Esses dados nos permitem entender padrões de deslocamento e fidelidade de habitat”, explica Matheus Oliveira Freitas, presidente do Instituto Meros do Brasil e pesquisador. Segundo ele, os registros mostram que muitos meros retornam aos mesmos locais todos os anos. “Eles saem a partir de março e voltam posteriormente para as mesmas áreas. Já registramos meros marcados em Santa Catarina reaparecendo no Paraná, e até indivíduos identificados em São Paulo.”

 

Durante dois dias, os pesquisadores-mergulhadores retiraram esses equipamentos da água, baixaram os dados armazenados sobre os animais que passaram pelos sensores. Depois foi feita a troca das baterias e reinstalação dos aparelhos. Com essa manutenção, a rede poderá ficar mais 9 meses em operação embaixo d’água. No próximo verão, mais 20 animais entre tartarugas e meros serão marcados para o monitoramento.

 

 

Durante a operação, a equipe do Rebimar também fez a instalação e uso do BRUV (Baited Remote Underwater Video System). A tecnologia consiste em uma câmera dentro de uma caixa estanque, posicionada diante de uma isca que atrai peixes e crustáceos. O sistema permanece submerso por cerca de 40 minutos, captando imagens que permitem identificar espécies e estimar a diversidade da região, tudo de forma não invasiva.

 

Esse método, amplamente utilizado pela comunidade científica internacional, é essencial para analisar variações populacionais ao longo do tempo, mudanças no comportamento das espécies e a saúde dos ambientes marinhos.

 

A integração entre monitoramento acústico e BRUVs reforça o compromisso das instituições parceiras com a proteção do ambiente marinho, especialmente dos meros, conhecidos como o “gigante dos mares”, e de tartarugas ameaçadas. O Projeto Meros do Brasil e o Programa Rebimar são patrocinados pela Petrobras e Governo Federal, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

 

Além de gerar dados valiosos para pesquisa, os BRUVs permitem registrar imagens impressionantes da vida subaquática, aproximando a sociedade da ciência e ampliando a conscientização sobre a importância da conservação marinha.

 

“Esse trabalho integrado mostra como diferentes metodologias podem se complementar para produzir conhecimento sólido e apoiar ações de proteção dos ecossistemas costeiros e marinhos”, destaca Freitas.

 

Confira um vídeo onde a coordenadora do Rebimar, Lilyane Fontoura, e o pesquisador Patrick Derviche, do Meros do Brasil, falam sobre a atividade realizada em parceria:

 

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