
O Paraná alcançou um resultado histórico nas Olimpíada Brasileira do Oceano 2025, uma das maiores iniciativas educacionais do país voltadas à promoção da cultura oceânica. Ao todo, o estado conquistou 1.184 medalhas, com a participação de 41 escolas e 22 municípios, consolidando-se como um dos grandes destaques nacionais da competição.
Para celebrar essas conquistas e o engajamento coletivo de estudantes, professores e instituições parceiras, um evento regional de premiação reuniu representantes das escolas participantes, projetos apoiadores e organizadores da Olimpíada, nesta terça-feira (28/04), no auditório do Instituto Federal do Paraná – Campus Paranaguá.
As Olimpíada Brasileira do Oceano (O2) é uma iniciativa nacional que promove a compreensão sobre o papel fundamental do oceano na vida humana e a influência das ações humanas sobre os sistemas marinhos, alinhada à Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável da ONU (2021–2030) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.
A O2 é realizada pelo Programa Maré de Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e pela UNESCO, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e colaboração do projeto EUceano, da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar e da Rede de Escolas Azuis do Atlântico.
No Paraná, a mobilização foi fortalecida pela Rede de Cultura Oceânica na Educação (IFPR, UFPR, UNESPAR, UFFS, UTFPR, UNIOESTE, ISULPAR, UNESPAR, UFGD, IFSC), com apoio de projetos parceiros como o MarMaré e o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), iniciativa da Associação MarBrasil patrocinada pelo Governo Federal e pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioamenbiental.
Números que traduzem o impacto no Paraná
🥇 1184 medalhas
🏫 41 escolas
📍 22 municípios envolvidos
Mais do que uma competição, a Olimpíada do Oceano se consolida como um movimento educacional, científico e cultural, capaz de conectar crianças, jovens e educadores aos desafios socioambientais do oceano. A iniciativa amplia seu alcance em escolas públicas e privadas de diferentes regiões do estado, inclusive em territórios distantes do litoral.
“A qualidade dos trabalhos tem sido reconhecida pelas medalhas. É possível observar que várias escolas tiveram projetos e produções premiadas tanto na fase regional quanto na nacional. Mais do que isso, a Olimpíada demonstra e amplifica o que já vem acontecendo em nosso território: no litoral do Paraná existem muitas iniciativas de educação, sensibilização e promoção da cultura oceânica. Reunir tudo isso nesta celebração é muito significativo para mostrar à sociedade e valorizar nossas conquistas”, afirma Sarah Sampaio de Pontes, docente do IFPR e coordenadora da Rede de Cultura Oceânica na Educação (RECOE-PR).
Durante a olimpíada, o Rebimar, em parceria com o Programa MarMaré e o Laboratório de Conservação e Manejo do IFPR, realizou uma atividade de educação ambiental com estudantes do segundo ano da Escola Municipal Artur Tavares, de Pontal do Paraná. As crianças vivenciaram o dia a dia da pesquisa sobre lixo no mar, coletando microplásticos na praia e analisando o material em laboratório.

Crianças aplicaram protocolos de coleta científica de microplástico na praia. Foto: Rebimar.
“Nós coletamos areia, peneiramos e vimos que tem muito plástico na praia. É um problema muito grande”, relatou a estudante Cecília Torres, de 8 anos. Com os resíduos coletados, as crianças fizeram o desenho de uma tartaruga-marinha. O projeto, batizado de Patrulha do Mar, foi um dos premiados na Olimpíada do Oceano.
“Essas crianças deixaram de enxergar o oceano apenas como uma paisagem. Agora elas enxergam como um objeto de estudo. Isso é incrível e muito bonito, porque amplia as perspectivas dessas crianças. Como professora, me sinto extremamente orgulhosa de acompanhar de perto esse florescer da alfabetização científica. É apenas o início de tudo o que ainda têm para aprender e se tornar grandes pesquisadores”, celebra a professora da equipe, Izabelly Santos.

Depois da coleta do lixo nas praias, estudantes analisaram materiais em laboratório. Foto: Rebimar.

Estudantes premiados na Olimpíada com o projeto Patrulha do Mar. Foto: Rebimar.

Tartarugas do troféu foram feitas com lixo coletado no mar, pelo LACONS-UFPR. Foto: Rebimar.

Resíduos plásticos foram usados para desenhar uma tartaruga marinha. Foto: Rebimar.

O Programa Rebimar é um conjunto de ações socioambientais voltadas para a conservação da região litorânea, principalmente no Paraná e na costa sul de São Paulo. A iniciativa faz parte da Associação MarBrasil, tem patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e conta com apoio científico do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná, da Universidade Estadual do Paraná, da Universidade de São Paulo e do Instituto Federal do Paraná.
Saiba mais:
@AssociacaoMarBrasil
@ProgramaRebimar
@Petrobras


